Então me dê esse abraço apertado, me embale nos teus braços e me diga que está tudo bem. Me permita olhar o mapa tatuado em seu peito e não me negue o único caminho que desejo para fora desse caos.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Monkeys in my heart
O fato é que eu ando perseguindo fantasmas
Procurando entre os cantos da casa uma forma de encontrar os momentos perdidos
Pois não me ensinaram como é viver essa dor.
É só o comprimido mais difícil de engolir
É beber todo o garrafão, É ter toda água necessária no seu corpo
É derramar mais do que consigo abastecer
É insuficiente.
Alguém, por favor, mate os macacos engaiolados no meu peito...
Se eles não me deixarem dormir
Eu continuarei procurando fantasmas ao redor da minha cama.
Sunrise
Estou fazendo todos os movimentos possíveis
Mas sinto que estou perdendo esse jogo.
Meu Amor, andei descalça na areia fria
Meus pés ainda sentem o frescor da água
Você segurou minhas mãos e entrelaçou seus dedos aos meus
E eu nem notei que o Sol começara a queimar
Foi como um beber o mais doce vinho
Foi como esquecer meu nome ao ouvir os fogos
Meu amor, você me queimou desde as camadas mais superficiais
Como se o Sol estivesse entre nossas palmas.
Tal como um girassol, agora sinto que sofro de Heliotropia.
Acho que perdi esse jogo.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Apenas por hoje...
Então grita! Faça isso. Sinta sua garganta arranhando... Caia de joelhos. Deixa o suor escorrer pelas suas têmporas, deixa ele se confundir com suas lágrimas. Apenas por hoje, meu amor, brinque de ser frágil... e deixe se perder nos pequenos tormentos de alivio que a vida te dá.
Emergir
Você fecha os olhos e mergulha profundamente; uma pressão comprime seu peito ao submergir; você abre um par de olhos escuros apenas o suficiente para enxergar. Eles queimam inconformados com o novo ambiente e te revelam um borrão em meio ao infinito translucido... Vazio. Você tenta esperar algo, o máximo possível, mas logo é obrigado a subir, recuperar o ar. E mesmo assim, algo te impede de emergir, puxando suas pernas e arrastando seu corpo contra o fundo do infinito. Sua boca abre em um grito, e o infinito encontra um meio de escapar da pressão. Você abre os olhos novamente e o ar invade seus pulmões. Ao seu redor, tudo é deserto. É assim a vida. Você engole, armazena... e reza para não sufocar, novamente.
IMG: Encontrada no Blog: http://lifeautoresatores.blogspot.com/2011_06_01_archive.html
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