sábado, 12 de maio de 2012

Between Us


Essa é para você:
Que esperou muito.
Que nunca soube da metade que eu fiz.
Dos créditos que dei para terceiros.
Na verdade, eu fiz tudo.
Eu segurei sua mão!
Então essa é pra você:
Que recebeu meus beijos desconcertados.
Que me viu rir.
Que perguntava o motivo.
Mas que eu não sabia como dizer.
Que era por sua causa.
Então, agora, essa é para você:
Pois só agora posso dizer.
Que também esperei.
Que eu cheguei perto.
Que eu me queimei.
Então essa é pra você:
Que me via queimar.
 Mendigar contato físico
Que não segurava minha mão.
Que me via se aproximar
Tocar.
Então essa é pra você:
Que me fez ficar no vácuo.
Que me fez achar que te machucava.
Que me faz imaginar como fazer tudo errado.
Pois quando mais te magoava
Mais te dava motivos para ficar longe.
Essa é pra você:
Que não entendeu o que eu quis dizer por telefone.
Que não me provou que eu fazia mais bem estando perto
Que me fez escolher a distância.
Essa é para você:
Que me fez pensar em como tudo seria se eu estivesse longe.
Em como seria se você perdesse a memória.
E o que eu faria?
Eu faria de tudo.
Eu faria de tudo.
Eu faria de tudo para que fosse feliz.
Eu seria essa sombra de sempre.
Eu seria essa sombra que sempre fez tudo
Para te ver bem.
Mas isso não significa que você saberia...
Pois eu não deixaria que você descobrisse.

Meu amor, essa é pra você:
Que não pode negar
Que quando olhar para lua
Vai pensar em mim.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Cuidado com seus pensamentos.


E ela bebeu o último copo de humanidade latente. Seus olhos estavam aquosos e a íris boiava em um mar vermelho de tristeza alcoólica. Se ela entendesse que a impossibilidade era algo inventado pelos humanos, talvez aprendesse que um pensamento pode levar a certeza de algo concreto, e que depois de feito, a única impossibilidade estava em não sentir dor. Pobre mulher, sua fé se foi, era menos um carneirinho no rebanho dos céus.

Né?

Loucuras à parte
Sentimentalismo exagerado também...
Alguns defeitos fazem toda a diferença.
Deixam qualquer qualidade tão pequenina!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Mágica


Pegue toda essa dor
Coloque entre meus dedos
Assopre!
Está vendo?
Não há nada!
Minha palma está vazia...
Tudo que sobrou,
Foram essas pequenas linhas
Minha vida
Meu coração
E o meu destino.
Quer ficar com elas?

sábado, 17 de dezembro de 2011

Pense! Pois é de graça.

Teceria, tal como uma aranha, da mesma forma perfeita e desajeitada, uma forma sábia o suficiente para fazer com que nada, além de alguns segundo de silêncio, fosse considerado o mais importante na vida de cada um, todos os dias, e que isso fosse realmente praticado por cada ser humano no mundo. Silêncio esse, dedicado aos seus atos e, em alguns casos, a falta deles. Um silêncio mental. Um tráfego entre mente e o peito. E se doer, pense por mais algum tempo... Mas lembre-se, ninguém precisa de culpa, e sim soluções
 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Escrever


É como fabricar qualquer sentimento. É se apaixonar, sofrer e até morrer. Basta deixar essa coisa inexplicável borbulhar no centro do seu peito, e permitir que se conecte aos seus dedos. Nem chega direito ao consciente. Escrever é algo fácil. Realmente muito fácil. Ser entendido, porém, é o mistério. Ninguém se apaixona da mesma forma, nem sofre e muito menos morre. Escrever... é ser capaz de fazer alguém se apaixonar, sofrer e, eventualmente, torcer ou não pela morte. Contudo, se existe uma coisa fabulosa nesta nobre arte – arte na qual nem ao menos sei engatinhar:  é fazer alguém pensar, aprender e, uma vez ou outra, utilizar-se de um bom dicionário. 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Salada de Frutas



E nesse mundo de incertezas, de erros gloriosos de impossíveis, que você tornou possível, devo dizer que a maior ignorância dessa vida é olhar para trás. Porém trate de não confundir minhas palavras. Não é que eu ache os erros insignificantes, ou que se aprende errado. É só que o futuro, esse daqui mais um segundo, já está colhendo os frutos do seu erro. Então, vamos jogar leite condensado nessa salada de frutas, e tirar o gosto amargo da derrota. O passado não é uma opção, o futuro... Sim.