quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Mary and Max


"Do not worry about not smiling... my mouth hardly ever smiles, but it does not mean that i'm not smiling inside my brain."

sábado, 21 de agosto de 2010

Mary and Max


Não gosto de descrever filmes, então deixei isso por conta desse site: http://www.cinepop.com.br/criticas/maryemax_101.htm
Trailer do filme: http://www.youtube.com/watch?v=KPULUwu0Wm8
Chorei bem no final, foi uma lágrima pra cada um dos personagens principais, Mary e Max.

Pois o seu melhor sorriso é aquele que vem do nada, seguido de uma mordida nos lábios. É bobo, cheio de lembranças igualmente bobas, que quando surge, teima em te pegar desprevenido, assim, no meio da multidão sedenta por felicidade, por amor.
Tem sabor vermelho, a mesma cor que você ganha, quando se é pego por essa dose de lembranças. Segundos seguintes são preenchidos por saudade, vontades de não continuar caminhando, mas sim, olhar o passado deixado naquela esquina ao longe.
Mas já está tão longe, quase em outro quarteirão... Tanto que a multidão que o ultrapassa, conseguem passar por elas, mas são só suas e, por tanto, ninguém poderá alcançá-las, por mais que cheguem perto.
Elas são suas, suas lembranças! Ninguém pode tocá-las; Mas não adianta tanto egoísmo quando nem se pode desfrutá-las. Mas lembranças, eu sei que, no fundo, são tão doces que o sabor é quase original. Sua única diferença está na forma que ela surge. Ou seja, às vezes as melhores surgem quando você está caminhando em uma calçada, ultrapassando multidões que buscam saber, o que te faz ter esse sorriso bobo e olhos, igualmente, bobos!

Estou errada?

Img: Smile_by_x_loveyou_x


Gosto de pensar que posso mudar o mundo. Gosto de pensar que ele pode me mudar.
E não necessariamente nessa ordem.
Gosto de pensar que não preciso me esforçar. Que simplesmente algo de bom vai acontecer, e que dessa vez, eu não precisarei doar minha carne em sacrifício.
Gosto de pensar em nada, mas não gosto quando o nada se transforma em muita coisa. Eu gosto de não gostar, pois gostar costuma dar trabalho.
Gosto de olhar pro passado e saber que ele não pode me olhar de volta.
Não gosto de quem esquece que gosta de mim. Ou quando apenas me esquecem. Odeio mais ainda quando esqueço de lembrá-los disso, ou quando nem ao menos aviso. Odeio me sentir eufórica quando bebo, ou feliz, pois odeio falsa felicidade. Gosto de me lembrar que uma amanhã feliz, pode tornar todo o meu dia feliz. Mas odeio saber que quando a segunda-feira é ruim, eventualmente o resto da semana está fadado a ter o mesmo rumo. Não gosto de explodir. Odeio explodir. Pois mentiras transbordam de mim quando isso acontece. Mas eu me sinto bem quando faço isso. Odeio saber que fico bem com isso. Odeio olhar nos olhos de alguém e sentir calafrios. Odeio quando o calafrio dói no meu peito. E odeio saber que preferiria estar sustentando o olhar ao invés de desviá-lo. Odeio enxergar o que prefiro não enxergar em alguém. Mas gosto de saber que não sou cega, e que em terra de cego, quem tem olho é Rei. Odeio planejar minha vida. Mas odiaria que a vida se planejasse por mim. Odeio música romântica. Elas me tornam romântica também. Gosto de ser romântica, mas ainda não encontrei com quem ser. Odeio beijar quem não amo. Mas não consigo ficar sem beijar. Odeio ser bipolar. Odeio que me tornem bipolar. Odeio ainda ser virgem. Odiaria perder a virgindade com qualquer um. Odeio saber que alguém vai ler isso. E odeio imaginar que ficaria chateada por odiar um mundo de coisas, sem ter alguém para notar isso. Odeio que as pessoas erradas me mudem, elas simplesmente arrancam o que as pessoas certas já mudaram, ou acrescentaram de bom. Odeio dar chance as pessoas erradas. Odeio aprender, pois os burros são mais felizes. Odeio querer mudar o mundo. Odeio saber que eu estou mudando, e que agora posso não odiar o que eu odiei ontem, e nem, muito menos, gostar.

Odeio saber... "Que o ódio é o amor zangado".


IMG:I_Kill_You___1_by_PeggyChow

O Morro dos Ventos Uivantes.


" — Que horror, Heathcliff! — exclamei. — Cabe a Deus castigar os
maus; nós devemos saber perdoá-los.
— Não, Deus não terá essa satisfação; ela será só minha — retrucou ele. — Só queria saber qual a melhor maneira! Deixe-me a sós, que preciso pensar; enquanto Penso, não sofro. . . "

Uma grande história da autora Emily Bronte. Reler esse livro nem sempre é uma boa ideia... Mas lê-lo apenas uma vez, é uma pior ainda.

Img: Wuthering_Heights By inessa_emilia

terça-feira, 17 de agosto de 2010


Não poderia dizer, ao certo, o que viria ser uma alma, e nem como adquiri-la. Mas uma vez perdida, nota-se claramente a sua falta, e se essa ausência não for da alma, não imagino o que seja. Uma que, de tal forma agonizante, te impede de querer viver. Talvez isso explique o que tantos dizem, de que sem alma, você não entra no céu, e sim na eternidade do inferno. Mas não me parece, por mais claro que alguns poderiam achar; que adquiri-la e perde-la sejam coisas definitivas. E que, também, céu e inferno sejam lugares ganhados depois da morte. Muito pelo contrario, você sente o próprio inferno, antes de deixar o mundo terreno, quando sente que sua alma fora, ou irá, ou estar sendo corrompida. Juro que, se qualquer pessoa conseguisse evitar tal perda, não tentaria corrigi-la há tempo. Pois, veja bem, primeiramente, quais os motivos da sua perda, e quais os motivos do seu ganho – de quando se sentiu mais vivo do que nunca-, e coloque-as junto e compare-as; é evidente, de que boa parte do que é ganhar uma alma, do motivo de se sentir vivo, seja o mesmo de quando se perde uma, do motivo de se sentir morto. Isto é, sua única diferença é que algo entrou, e a mesma coisa saiu, agora está vazio.

Engana-se absurdamente se acha que falo de religião. Não envolvo aqui, nada além da natureza humana, do que somos, desejamos, almejamos com todas as forças do nosso Ser. A vida, e todos os seus bônus. Dói pensar que alguém iluminado, torne-se vitima da sua própria luz. Que nós mesmo nos convertemos em algo indigno. E mais ainda, da nossa fraqueza por querer apenas sobreviver a tudo, e não desejar viver a tudo isso e mais um pouco.

Às vezes é difícil se contentar com o pouco, quando se prova o melhor, por isso, qualquer um, sendo humano, notaria quando sua luz tornou-se trevas, e, que você apenas sobrevive dia após dia, tentando ridiculamente não conseguir chegar ao fim de um dia se quer.

Talvez o assunto tenha se tornando maior que eu, e, sendo assim, tomei caminhos além. Contudo, finalizo dizendo, que quero novamente o que não tinha... quando enfim ganhei, e que, como uma criança, digo que cuidarei direitinho, levando-a para passear e tratando de nunca deixa-la adoecer. Juro, juradinho.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Dia “V”

Dia internacional do vazio, aquele dia estranho e solitário, que não tem data determinada, mas todo mundo, sem exceção, o comemora involuntariamente. Nesse dia é preferível que se guarde, sem pensamentos, e se distraia com qualquer coisa que evite lembranças.

Mas o dia internacional do vazio é um feriado criado especialmente para pensar, martirizar-se, arrepende-se e sentir saudades. Porém nada muito especifico, claro. Nem que exija muito esforço. O problema é que, feriados em si, são dias de excesso. E você acha que o dia livre te dar o direito de afundar-se completamente na falta de especificação. Então as conseqüências surgem: explosão de sentimentos avulsos. E, como e perdoado todo e qualquer excesso de emoção, nós pintamos e bordamos.

Realmente não se sabe do que se trata o dia, às vezes parece que é sobre tudo, ou sobre nada. Às vezes você sabe. Na verdade, sempre sabe, só não quer saber que sabe. É mais fácil não saber, como eu já disse, não especificamente. É melhor não entender aquela culpa, a saudade ou o próprio vazio em si. Deixe a mente e o coração entenderem sozinhos e involuntariamente do que todo esse dia se trata. Deixe e cumpra o pedido de consolo imediato, mesmo que qualquer esforço pareça inválido.

Quem é sua personificação Santa ou Diabólica? Digo isso, pois da mesma forma que Natal não existe sem o tal do Noel, o dia internacional do vazio não existe sem sua própria entidade, personificação. Ou achou que esse feriado não teria um personagem principal, um além de você ou qualquer outro teimoso que passar de relance nos seus sentimentos e pensamentos? Sempre tem alguém, mesmo que você não queria associar diretamente o problema com a solução.

O dia internacional do vazio quer tudo o que você não pode ter, pelo menos não no dia. O dia é sorteado por você sem que você tenha consciência da escolha. Ele não espera preparação antecipada, ou seja, é raro ter qualquer açúcar, ou algo alcoólico que alivie o momento.

Esse dia não é, por mais que pareça, o dia de pensar – pensar em algo concreto -, mas sim o dia de afundar-se completamente em algo aleatório e sem respostas – e sim, não procure respostas nesse dia. E lembre-se: O dia internacional do vazio não pode ocorrer mais de uma vez ao mês, pois eventos aleatórios devem ser aleatórios. E isso é serio! Respeite esse dia, mesmo que ele não seja seu.