sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Mentiras.

"Algumas mentiras são como uma carta que sustenta diversas outras, formando um lindo castelo frágil que você protege contra os ventos fortes de uma pergunta bem feita, e outras vezes, contra o descuido de acrescentar uma carta em um local errado. Eventualmente tudo vai desmoronar." Sara Lamont. Memento Mori

Simples assim.



Tudo muda.
Tudo muda o tempo todo.
Parece óbvio.
Mas não é.
Mudanças não são evidencias.
Elas não são incontestáveis.
Só mudam.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Final



Estamos em plena simulação
Você guiando esse seu carro na contramão
E eu de braços abertos, no equilíbrio desse meio-fio.

Baby, não temos definição...
Somos o estrago da perfeição
Somatória dos erros
O beijo que ficou na garganta.

Estamos afundando.
E essa nossa mentira está me sufocando
Pois toda calçada tem um fim
E os carros se chocam.

Enquanto isso,
Fingimos não nos ver em meio à colisão.

Num bar qualquer



Hoje vi a inocência de adolescentes num copo de vinho.
Bolinhas de bilhar trincando ao som de pernas bambas
Guitarras imaginárias e vozes em uníssono.
Seus pulsos estavam marcados
Iluminados
Seus pensamentos bailavam
E eram todos esfumaçados
Pelo cigarro.
Naquele momento, se nada estragasse seus sonhos
Tudo seria infinito.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Quem sabe...


E se os momentos perdurassem

E se o contexto não importasse                             

E se as partes só fossem partes

Quem sabe o todo não significasse.      

 

Quem sabe eu não guardasse

Suas partes boas

Para repetir

E de Infinitas e infinitas vezes

Nada mais importasse

Quem sabe até zerasse

Suas partes ruins...

sábado, 9 de junho de 2012

Palavras Malditas.


Um punhado de palavras é o suficiente.

Tudo muda.

Sucessão de sentimentos acontece.

 Peça por peça.

Tudo desmorona.

Feito dominó.

Feito seus olhos.

Eu estou feliz?

    Livre?

Sem você...

 


quinta-feira, 24 de maio de 2012

É como andar de bicicleta...


Algumas vezes me vejo caminhando para o lado oposto ao do Paraíso.
E todos os olhares que me lançarem
E por todos os corpos que se chocarem comigo no caminho
Nenhum de vocês conseguirá entender
Que essa marca em brasa no meu peito não é um castigo
É apenas uma prova
Que a dor é um tempo de cicatrização;
Vai está com você por muito tempo
E o muito vai ser só metade
Pois não durará tanto tempo assim;
E quando eu voltar
Vou explicar sobre essa marca
Que doeu por muito tempo
Metade dele...
Não passava de uma reprodução automática do que eu já estava acostumada.

(Acredite, deixar as coisas morrerem lentamente é mais fácil de ser superadas do que aquelas que matamos abruptamente)